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Executivo precisa dos Auditores para adequar contas PDF Imprimir e-mail
Publicado por Sebastian   
24 de janeiro de 2008


O Governo tenta, mas não tem como negar a importância dos Auditores-Fiscais. Buscando a solução do problema imposto pela perda da receita de R$ 40 bilhões provocada pelo fim da CPMF, o ministro da Fazenda Guido Mantega esteve reunido com o presidente do Senado, Garibaldi Alves, nesta quarta-feira (22/01). No encontro, o Ministro da Fazenda reafirmou que espera repor a perda da CPMF com crescimento da arrecadação em relação a 2007, por conta do crescimento da economia. Será que o Ministro ainda acredita no mito da arrecadação espontânea?

Os técnicos do Governo vêm “quebrando a cabeça” para identificar as rubricas que sofrerão cortes na proposta orçamentária para 2008. O certo é que, a exemplo do que aconteceu em 2007, quando verificou-se um excesso de arrecadação da ordem de R$ 21 bilhões, os Auditores-Fiscais constituem a peça fundamental para o incremento da arrecadação e conseqüente equilíbrio das contas públicas em 2008. A nossa Classe sempre esteve disposta a contribuir, resta ao Governo reconhecer nossa importância.

Recentemente, o secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, destacou que, em 2007, do montante arrecadado pela Receita Federal do Brasil, R$ 13 bilhões se originaram do pagamento de juros e multas, resultado direto do trabalho dos Auditores-Fiscais. Além disso, estudos do Unafisco Sindical demonstram que somente com a atuação dos Auditores-Fiscais na análise das Declarações de Compensação pode-se recuperar aos cofres públicos cerca de R$ 21 bilhões ao ano, o equivalente a 6% dos tributos arrecadados pela Receita Federal.

Apesar de todas as constatações acima, os Auditores-Fiscais estão sendo “empurrados” pelo Governo para a greve. O movimento paredista iminente na Receita Federal resultará numa baixa para os cofres públicos pela queda na arrecadação. Ou seja, em vez de economizar ao não conceder o reajuste que nossa Classe merece, o Executivo certamente amargará enorme prejuízo, muito maior do que a economia pretendida ao negar nossos pleitos. Esperamos que neste momento singular os interlocutores do Governo demonstrem sensibilidade e bom senso, buscando promover o reconhecimento devido à nossa Classe.